segunda-feira, 19 de maio de 2014

Bactérias e Antibioticos

Uso indiscriminado de antibióticos contribui para superbactérias Prescrição inadequada e automedicação são alguns dos fatores que fortalecem as bactérias. Anvisa registra quase 10 mil casos em 2012.

É procedimento de guerra biológica. Quando as bactérias desenvolvem resistência a antibióticos, as principais armas da batalha são água e sabão.
“Elas têm facilidade de adesão a superfícies. Consequentemente, a higienização, a limpeza, é o único meio eficaz de erradicá-las”, ensina o médico infectologista Hugo Noal.
Em Chapecó, Santa Catarina, há duas semanas o Hospital Regional do Oeste descobriu que dois pacientes graves da UTI, que vieram de outros hospitais da região, estavam contaminados com uma superbactéria. Rapidamente, testou os outros que estavam ou estiveram na UTI.
“Foram realizados mais de 200 exames microbiológicos, para que a gente possa separar aqueles que estão colonizados pelo germe”, conta Noal.
Nessa varredura, mais seis pacientes contaminados foram isolados. Quatro tiveram alta nos últimos dias.
O perigo aqui é a Acinetobacter baumanii. Em pessoas saudáveis, ela não causa infecção. Mas em doentes que estão com o sistema imunológico enfraquecido, internados em UTI, que respiram por aparelhos, podem causar infecção generalizada.
Em Fortaleza, no Ceará, a mesma bactéria resistente contaminou a UTI do  Hospital Messejana. A Acinetobacter agravou o quadro de saúde de sete pacientes, e eles morreram. Um infectado continua em observação. 
Uso indiscriminado de antibióticos preocupa
Só em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, registrou quase 10 mil casos de bactérias resistentes a remédios nas UTIs do país.
Já foram encontradas aqui todas as bactérias que constam de um alerta da Organização Mundial da Saúde: elas provocam de pneumonia e diarreia até a gonorreia, uma doença sexualmente transmissível. A OMS afirma que o uso indiscriminado de antibióticos pode levar a um retrocesso.

Fantástico: A gente pode voltar no tempo e ficar sem antibiótico para combater infecção, com criança morrendo por penumonia?
Alberto Chebabo, presidente da Sociedade de Infectologia do RJ: A gente hoje tem infecções em que não consegue tratar com antibiótico, a gente voltou a era pré-antibiótico em 1950. E existe uma grande chance, de nos próximos 10, 15 anos, se nada for feito, a gente perder esses antibióticos para tratamento de várias infecções, de várias bactérias resistentes.

Denise teve uma infecção no seio, chamada de mastite, logo depois que o primeiro filho nasceu. “Eram dores horríveis, direto. Fiquei mais de um mês tomando antibiótico e não fazia efeito nenhum”, conta ela.
Não fazia efeito porque a bactéria era resistente a antibióticos. Identificada a bactéria, ela teve que fazer uma cirurgia e remover todo o pedaço infectado na mama. Denise ficou completamente curada. E pôde amamentar o segundo filho.
Como as bactérias ficam tão fortes

Mas como essas bactérias ficam tão fortes? A primeira causa é o uso exagerado de antibióticos. Trilhões de bactérias circulam no corpo humano. Estão na pele, em todos os órgãos. No intestino, por exemplo, ajudam na digestão. Elas só provocam doenças se a pessoa fica com a imunidade baixa. Há também bactérias que podem fazer mal, nos objetos, nos alimentos, na água contaminada.

Quando a gente toma antibiótico, todas as bactérias, boas e ruins, diminuem. As mais frágeis morrem primeiro. Se o tratamento é interrompido antes do prazo, as bactérias mais fortes continuam lá - e ficam mais perigosas, porque nelas, o antibiótico não fará mais efeito.
“Então a bactéria pode ter resistência a um antibiótico, a dois antibióticos, ou a vários antibióticos e se tornar uma bactéria difícil de tratar”, explica Chebabo.
Como acontece a reprodução das bactérias

A reprodução das bactérias é assexuada e muito rápida. A cada 20 minutos, mais ou menos, uma bactéria se divide em duas. Mas a ausência de sexo não quer dizer que não haja interação entre elas. Quando estão próximas umas das outras, as bactérias, mesmo que sejam de espécies diferentes, trocam uma espécie de aperto de mãos. E nessa interação, há troca de material biológico. Pode ser transferido o DNA de uma para outra, e também a resistência adquirida a antibióticos.

Pacto da sociedade para buscar a proteção

Fantástico: Como é que a gente se protege?
Alberto Chebabo, infectologista: Na realidade a gente precisa de um grande pacto, na sociedade, para reduzir a utilização de antibiótico. Esse pacto tem que passar pelos médicos, obviamente, para reduzir a prescrição inadequada, pelos pacientes, para reduzir a automedicação. Também ter hospitais bem equipados, laboratórios bem equipados capaz de dar informação mais adequada faz parte da estratégia de reduzir a resistência.

No Brasil, pouquíssimos hospitais têm equipamentos para identificar exatamente qual bactéria está provocando a infecção, e o antibiótico adequado pra combatê-la. Por isso, na maioria das vezes, os médicos prescrevem com base apenas no exame clínico. E a cada vez que essa tentativa dá errado, não só as bactérias que provocam a doença, mas todas as bactérias que povoam o organismo desse paciente desenvolvem resistência ao antibiótico.
A Anvisa criou, em 2012, uma comissão para estabelecer normas e medidas para o monitoramento, o controle e a prevenção da resistência bacteriana. Mas ainda não há um laboratório para concentrar as amostras vindas de todo o país, e trabalhar no combate às superbactérias.
O que cada um de nós faz pode prevenir ou facilitar o surgimento das superbactérias. O que pouca gente se dá conta é que tratamento com antibiótico interrompido ou desnecessário não faz mal só para quem toma o remédio. Faz mal para todo mundo, no mundo inteiro. Porque as bactérias passam de pessoa para pessoa. Mas os primeiros prejudicados são os mais próximos. Geralmente, os que vivem na mesma casa.
Médico dá dicas para evitar contaminação de doenças no ambiente de trabalho

Mas tem gente que passa mais tempo no trabalho do que em casa. O Fantástico quer mostrar como funciona a contaminação no escritório, e para isso foi visitar um no Centro do Rio.

O que eles não sabem é que a gente está observando o escritório durante um dia para fazer uma experiência. E vai contar com a consultoria de um médico infectologista.
Ele ficou só observando, atrás de um vidro. O Gustavo, que é o chefe, é o único que sabe o que estamos fazendo. Durante o dia de hoje ele vai simular que está doente, e vamos poder ver como vírus e bactérias se espalhariam pelo escritório se uma pessoa estivesse doente de verdade.
De vez em quando, o Gustavo passa uma tinta invisível nas mãos. Ela faz o papel de qualquer micro-organismos: vírus ou bactérias que uma pessoa carrega quando está doente.
“Quando ele mexe no nariz, ele tem secreção. A secreção seca, mas o vírus fica ali presente. Quando ele toca nessas superfícies, esse micro-organismo que está na mão dele vai ser transferido para essa superfície”, destaca o médico infectologista Alberto Chebabo.
Ele trabalha como se fosse um dia normal, com o contato físico que é normal para ele. Pega e entrega objetos como faria todo dia. Cordial como sempre, e conectado também, como sempre.
“A mão é um dos principais fatores de transmissão”, diz o médico.
Até onde essa contaminação pode ter chegado?
A tinta invisível fica visível quando se acende a luz negra. E o que era só uma tinta na mão do Gustavo, se espalhou.
“Na minha máquina, o telefone, a mão dela. Estava realmente contaminando geral”, conta Gustavo, mostrando os lugares marcados pela tinta.
“Você toca numa outra pessoa, essa outra pessoa se contamina e ela leva esse vírus, essa bactéria pra dentro do organismo dela quando ela toca no rosto, como ele se tocou várias vezes, e principalmente na boca. É essa forma que a gente acaba se contaminando”, afirma o médico. 
O rastro de contaminação está na bancada, no computador, na pele do escritório todo.
Fantástico: E aquela pessoa que está no escritório, está doente uma semana, como ela faz pra ser um pouco menos inconveniente pros outros?
Alberto Chebabo: Ela não pode trabalhar. Ela vai estar tossindo, vai estar espirrando e esse vírus vai ser disseminado pelo ambiente.
Fantástico: Se estiver gripado pode ficar em casa?
Alberto Chebabo: Se estiver gripado a recomendação é ficar em casa. Você perde um funcionário, mas não pede o escritório inteiro.
Mulher: Se a gente utilizar o álcool em gel, isso é um fator que pode ajudar a eliminar ou pelo menos minimizar os riscos dessa contaminação?
Alberto Chebabo: O álcool em gel é um dos melhores aliados na briga que a gente tem em relação a essa contaminação. O álcool ele só tem uma desvantagem na questão quando a mão está suja. Não tem jeito, você tem que lavar com água e sabão.

É por isso tem que lavar a mão direito.
Passo um: lavar a palma da mão.
Passo dois: o dorso das mãos.
Passo três: ponta dos dedos e embaixo das unhas.
Passo quatro: lavar os polegares. Os dois.
Passo 5, para terminar: os punhos.

Repetindo: palma, dorso, unha, polegar e punho.
Lave sempre a mão antes de comer ou mexer com alimentos. E também depois de usar o banheiro. Ou depois de andar de ônibus ou de metrô, onde você pode ter encostado onde muita gente tocou.
Da próxima vez que aparecer alguém doente no escritório, fique de olho. Há muita coisa invisível em torno dele.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Resistência de bactérias a antibióticos é 'ameaça global'


A resistência a antibióticos é uma "ameaça global" à saúde publica, segundo um Clique novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O órgão analisou dados de 114 países e afirmou que essa resistência está ocorrendo "em todas as regiões do mundo".
A OMS disse que caminhamos rumo a uma "era pós-antibiótico", em que pessoas morrem de infecções simples que são tratáveis há décadas.
Ainda acrescentou que provavelmente haverão consequências "devastadoras" a não ser que medidas sejam tomadas com urgência.

Doenças comuns

O relatório trata de sete bactérias que causam doenças comuns, ainda assim sérias, como pneumonia, diarreia e infecções sanguíneas.
O documento indica que dois antibióticos-chave não funcionam em mais da metade dos pacientes, em vários países.
Um deles, o carbapedem, é usado como um "último recurso" para tratar infecções potencialmente mortais, como pneumonia, infecções sanguíneas e infecções em recém-nascidos, causadas pela bactéria K.pneumoniae.
Bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos, mas o mal uso desses medicamentos - como sua prescrição desnecessária por médicos ou pacientes que não terminam seus tratamentos - faz com que isso ocorra mais rápido.

Novos antibióticos

Resistência da bactéria E.coli em infecções urinárias chega a metade dos casos
A OMS diz que novos antibióticos devem ser desenvolvidos, enquanto governos e indivíduos devem tomar medidas para retardar o processo de resistência das bactérias.
No relatório, o órgão diz que a resistência a antibióticos como o usado para combater a bactéria E.coli em infecções urinárias aumentou de "praticamente zero" nos anos 1980 para mais da metade dos casos atuais.
Em alguns países, o antibiótico usado para tratar essa infecção não funcionaria em "mais da metade das pessoas tratadas com o medicamento".
"Sem uma ação urgente e coordenada entre as diferentes partes envolvidas nessa questão, o mundo caminha rumo a uma era pós-antibiótico, em que infecções comuns e ferimentos simples que são tratáveis há décadas podem matar novamente", afirma Keiji Fukuda, diretor-geral assistente da OMS.
Fukuda diz que os antibióticos têm sido um dos "pilares" que levaram as pessoas a viver por mais tempo e de forma mais saudável.
"A não ser que medidas sejam tomadas para melhorar os esforços de prevenir infecções e mudar a forma como produzimos, prescrevemos e usamos antibióticos, o mundo perderá uma das armas da saúde pública", afirma Fukuda. "As implicações disso serão devastadoras."

Falha

O relatório também identificou que um tratamento usado como último recurso para combater a gonorréia, infecção transmitida sexualmente e que pode levar à infertilidade, "havia falhado" no Reino Unido, na Áustria, na Austrália, no Canadá, na França, no Japão, na Noruega, na África do Sul, na Eslovênia e na Suécia.
Mais de um milhão de pessoas no mundo contraem gonorréia diariamente, segundo a OMS.
O relatório lista medidas como melhores práticas de higiene, acesso a água limpa, controle de infecções em centros de saúde e vacinação como formas de reduzir a necessidade de antibióticos.
"Nós encontramos taxas altíssimas de resistência a antibióticos em nossas operações de campo", diz a Jennifer Cohn, diretora médica da organização Médicos Sem Fronteiras, para quem o relatório da OMS deve servir como um alerta.
"Governos devem incentivar o desenvolvimento de novos antibióticos de baixo custo que não dependam de patentes e que sejam adaptados às necessidades de países em desenvolvimento."

Plano global

Cohn acrescenta que um plano de ação global deve ser criado para o "uso racional de antibióticos" e para que "medicamentos de qualidade cheguem a quem precisa deles, mas sem serem usados em demasia ou vendidos a um preço que os tornem inviáveis".
Nigel Brown, presidente da Sociedade de Microbiologia Geral do Reino Unido, diz ser vital que microbiológos e outros pesquisadores trabalhem juntos para desenvolver novas abordagens para lidar com essa resistência de bactérias.
"Isso inclui novos antibióticos, mas também estudos que levem à criação de formas mais ágeis de diagnóstico, que ajudem a entendem como os micróbios se tornam resistentes a medicamentos e sobre como o comportamento humano influencia essa resistência."

No Brasil

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), medidas vêm sendo tomadas desde 2011 no Brasil para reverter esse quadro.
"Havia no Brasil uma venda indiscriminada de antibióticos, assim como em outros países", diz Maria Eugênia Carvalhaes Cury, do Núcleode Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária.
"Por ter sido uma grande inovação tecnológica nos anos 1940, responsável por salvar muitas vidas e ampliar a expectativa de vida, esse tipo de medicamento não era visto como um vilão, mas como um herói. Mas, por muitos anos, sabia-se pouco sobre a possibilidade de haver resistência. Isso levou ao uso indiscriminado e suas consequências, o que fez a OMS indicar a restrição do seu uso."
Há três anos, a agência estabeleceu por meio de uma resolução a obrigatoriedade de apresentação de receita médica na venda deste tipo de medicamento e a retenção do documento, que passou a ter de apresentar uma data de validade para impedir a venda do antibiótico após esse prazo.
A Anvisa também estabeleceu que, em casos de uso prolongado do medicamento, o paciente não poderia levar para casa toda a quantidade necessária de uma só vez. Deveria voltar à farmácia mensalmente para obter o medicamento e, ao fim do prazo de validade, passar por uma nova consulta.
"Assim, o paciente avalia com o médico a necessidade de continuar o tratamento. Não queremos coibir o acesso, mas promover o uso racional", afirma Cury.
A partir de janeiro de 2013, as farmácias também passaram a ser obrigadas a alimentar uma base de dados única com detalhes da receita e do tratamento, além do nome do médico e do paciente.
"Teremos uma série histórica que nos permitirá avaliar o uso de antibióticos no país e avaliar se a prescrição vem sendo feita de forma adequada e atacar outras causas do aumento da resistência de bactérias, como o uso inadequado do medicamento", diz Cury.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/04/140430_resistencia_antibioticos_rb.shtml





sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é bom você saber sobre o HPV e a vacina aprovada na rede pública


Teve início esta semana a campanha de lançamento da vacina contra o HPV para meninas de 11 a 13 anos no sistema público de saúde. Para enfatizar a importância da imunização, o evento organizado pelo Ministério da Saúde em São Paulo reuniu a presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito da capital Fernando Haddad, além de várias outras autoridades. O esforço na divulgação não é à toa: por se tratar de uma vacina nova e um vírus sexualmente transmissível, o tema desperta receio nos pais.
 O HPV (papilomavírus humano) infecta a pele e as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital (é considerada a doença sexualmente transmissível mais comum que existe). Pelo menos 13 tipos de HPV podem causar lesões capazes de evoluir para câncer.A Organização Mundial de Saúde (OMS), autoridades sanitárias em todo o mundo e sociedades médicas brasileiras como a de pediatria e ginecologia e obstetrícia reiteram a importância da vacinação. Mas há médicos que não estão convencidos. E centenas de pais e mães, após encontrarem relatos de efeitos graves supostamente ligados à imunização, passaram a questionar se vale a pena autorizar que as filhas recebam a primeira dose na escola. Leia, a seguir, alguns fatos sobre o HPV e a vacina:
- Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa percentagem pode ser ainda maior em homens. 
- Os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero e também na maioria dos casos de câncer de ânus, vulva e vagina. Já os tipos 6 e 11 não causam câncer, mas são encontrados em 90% das verrugas genitais.
- O HPV é a principal causa do câncer do colo de útero, terceiro tipo mais frequente entre as mulheres, atrás apenas do de mama e de cólon e reto. No ano passado, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 4.800 brasileiras morreram desse tipo de câncer no país, a maioria de classes menos favorecidas. 
- Na maior parte das vezes, o organismo combate sozinho o HPV. Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverão alguma forma de manifestação.
. Dessas, uma pequena parte evoluirá para câncer caso não haja diagnóstico e tratamento adequado. O HPV tem sido associado, cada vez mais, a casos de câncer de boca e garganta, e em idades cada vez mais baixas.
- O uso de preservativo ajuda, mas não protege 100% contra o HPV, já que o vírus pode estar áreas que não estão cobertas pela camisinha. Qualquer tipo de atividade sexual pode transmitir o HPV, não apenas a penetração. E tanto homens quanto mulheres podem estar infectados sem apresentar sintomas.
- Não há tratamento específico para eliminar o vírus. O tratamento das lesões clínicas deve ser individualizado, dependendo da extensão, número e localização. Podem ser usados laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo. Após ser tratada, a pessoa ainda pode voltar a se reinfectar.
A vacina quadrivalente contra o HPV (Gardasil) utilizada na campanha brasileira, protege contra 4 tipos de HPV (6, 11 ,16 e 18). Apesar de gratuita apenas para meninas de 11 a 13 anos (e, futuramente, para todas as meninas de 9 a 13 anos), ela é aprovada para homens e mulheres de 9 a 26 anos. A vacina bivalente (contra os tipos 16 e 18) é aprovada sem limite de idade. Clínicas particulares também oferecem a vacina para pessoas acima dessa faixa etária, por considerar que há benefício.
- O Ministério da Saúde adotou um esquema vacinal diferente do previsto na bula da vacina quadrivalente, que estabelece a segunda dose deve ser administrada dois meses após a primeira, e a terceira dose, seis meses após a primeira. Na rede pública, a segunda dose acontece seis meses após a primeira e a terceira, apenas cinco anos depois. Segundo o governo, o esquema alternativo garante maior adesão.
- Como ocorre com todas as vacinas, as reações mais comuns são relacionadas ao local da injeção como, por exemplo, dor, vermelhidão e inchaço (edema). Os menos comuns são cefaleia e febre. Em geral, esses sintomas são de leve intensidade e desaparecem no período de 24 a 48 horas.
- A síncope (desmaio) pode ocorrer após qualquer vacinação, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina.
- No Japão, o governo deixou de promover a vacina após o registro de síndromes dolorosas em cinco meninas. Os casos estão sendo investigados, mas a vacina continua disponível gratuitamente para a população interessada. 
- A vacina quadrivalente contra o HPV está no programa nacional de imunizações de 62 países. Mais de 134 milhões de doses da vacina quadrivalente contra o HPV foram  aplicadas no mundo.
- Há relatos de meninas que desenvolveram doenças autoimunes após tomarem a vacina. Eles são descritos em estudos científicos publicados e também há processos em curso contra a fabricante. Segundo médicos e a empresa, não há comprovação de que o produto foi a causa desses eventos. 
- Nenhum estudo comprova que a vacina quadrivalente reduz a incidência de câncer de colo de útero. Como ela foi aprovada em 2006 e o HPV pode levar mais de 30 anos para se desenvolver, isso só será documentado dentro de algumas décadas.
- Alguns estudos mostram que a vacina reduz as infecções por HPV. Nos EUA, por exemplo, elas caíram pela metade após um terço das jovens entre 13 e 17 anos tomarem todas as doses da vacina.
Fontes: Inca (Instituto Nacional de Câncer), MSD, Ministério da Saúde e médicos consultados pelo UOL Saúde

sexta-feira, 21 de março de 2014

22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA- Ajude a combater o desperdício. Antes que a água acabe”

Campanha “Lágrima” da DM9Sul, criada especialmente para a Envolverde, alerta para o consumo responsável da água. O vídeo usa personagens reais nos anúncios
Para marcar o Dia Mundial da Água, em 22 de março, a DM9Sul criou para a Envolverde a campanha “Lágrima”, de conscientização a respeito do consumo responsável de água. São três anúncios e um vídeo de 30”, com veiculação exclusiva para a internet.
As fotos para as peças foram feitas em uma comunidade de Porto Alegre que não oferece água potável a seus moradores e os personagens são reais. No filme, enquanto os dados sobre a escassez de água no mundo são apresentados na tela, uma lágrima escorre no rosto de um homem e, ao final, é sorvida por ele. Nesse momento, entra a mensagem “Quem não tem água, não desperdiça nada”. Ao final, a assinatura diz “Ajude a combater o desperdício. Antes que a água acabe”.
A inspiração para a campanha surgiu dos dados alarmantes sobre o consumo global de água. De acordo com a ONU, 783 milhões de pessoas vivem sem água potável no mundo. Só na América Latina, são 36 milhões. Até 2050, a demanda por água pode exceder em 44% os recursos anuais disponíveis. A WaterAid diz também que duas mil crianças morrem todos os dias por beberem água contaminada.
Segundo Fabio Salama, diretor administrativo da Envolverde, o conceito representa exatamente a importância que se deve dar à questão dá água no mundo. “A água é um direito humano, um insumo econômico e base da vida, nada representa tão claramente as urgências do planeta, da humanidade e da economia”, afirma, reforçando a importância que esse assunto merece na vida de todos.



21 de março – Dia Mundial da Floresta

Desde 21 de março de 1972, é comemorado no mundo todo o Dia Mundial da Floresta, instituído pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), com o objetivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.

quinta-feira, 20 de março de 2014

As Origens da Vida

Novo Dinosssauro com aparencia de galinha dá pistas sobre evolução do seu grupo

Uma nova espécie de dinossauro anunciada ontem já figura entre mais estranhas registradas. Não por acaso, ela foi apelidado de "galinha do inferno" pelo grupo de cientistas que a descobriu.
A alcunha deve-se à aparência do bicho e ao local de seu descobrimento, a formação Hell Creek (riacho do inferno, em inglês).

Reconstrução completa do esqueleto de Anzu está em exibição no Museu de História Natural Carnegie em Pittsburgh
Reconstrução completa do esqueleto de Anzu está em exibição no Museu de História Natural Carnegie em Pittsburgh






















 O novo dinossauro já está contribuindo para compreender melhor a evolução de seu grupo. Ele fazia parte dos chamados oviráptores ("ladrões de ovos"), que são bem documentados em sítios da Ásia, mas até agora não haviam sido identificados de forma tão detalhada na América do Norte.
O animal, que viveu aproximadamente de 66 milhões de anos atrás, tinha um jeitão de galinha gigante. Do bico à ponta da cauda, eram cerca de três metros de comprimento. Para completar o visual, uma crina adornava o topo de sua cabeça. Os cientistas também acreditam que ele tivesse penas no corpo.
O formato das patas dianteiras, com garras afiadas nas pontas, é um sinal de que o ele provavelmente era bom de briga.
A área do "riacho do inferno", que se espalha entre os Estados da Dakota do Sul e da Dakota do Norte, é conhecida por ter também fósseis de dinossauros mais "famosos", como o Tiranossauro rex e o tricerátopo.
Os fósseis usados para descrever a nova espécie foram encontrados ao longo de anos de pesquisa na região.
Na última década, os pesquisadores encontraram partes de três esqueletos desses dinossauros, mas até agora não se sabia que se tratava de uma nova espécie.
Juntos, os três exemplares permitem reconstruir com grande nível de detalhamento praticamente todo o esqueleto da espécie, que foi batizada deAnzu wyliei.
"Nós brincávamos chamando essa coisa de ''galinha do inferno', o que eu acho que é muito apropriado. Então, nós a batizamos em homenagem a Anzu, um demônio em forma de pássaro da mitologia antiga", disse em comunicado Matthew Lamanna, do Museu de História Natural Carnegie em Pittsburgh, autor principal do trabalho, publicado na revista "Plos One".
Uma réplica articulada do Anzu já está disponível para a visitação no Muse de História Natural Carnegie. 


terça-feira, 4 de março de 2014

Vírus gigante de 30 mil anos 'volta à vida' Achado em camada gelada profunda da Sibéria, organismo adormecido retomou atividade infecciosa após ser aquecido

Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar qualquer perigo para humanos ou animais (Foto: BBC)

Um vírus que estava adormecido há 30 mil anos teria ''ganhado vida'' novamente, segundo cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França.
Ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso.
Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost.
O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
''Essa é a primeira vez que vemos um vírus permanecer contagioso após tanto tempo'', disse o professor Jean-Michel Claverie, da Centro Nacional de Pequisa Científica (CNRS, na sgila orginal em francês), da Universidade de Aix-Marseile.
Enterrado
O antigo vírus foi descoberto enterrado a trinta metros do solo congelado.

Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus descoberta há dez anos.
Eles são tão grandes que, diferentemente de outros vírus, podem ser vistos ao microscópio. E este, que mede 1,5 micrômetros de comprimento, é o maior já encontrado.
A última vez que ele infectou um organismo foi há mais de 30 mil anos, mas no laboratório ele foi 'reativado'.
Os testes mostraram que o vírus ataca amebas, que são organismos monocelulares, mas não infecta humanos ou animais.
''Ele entra na célula, se multiplica e, por fim, mata a célula. Ele é capaz de matar a ameba, mas não infecta uma célula humana'', afirmou Chantal Abergel, co-autora do estudo e também integrante do CNRS.
Mas os pesquisadores acreditam que outros agentes patogênicos mortais possam ter ficado presos no permafrost da Sibéria.
''Estamos estudando isso por meio de sequenciamento do DNA que está presente nessas camadas. Essa é a melhor maneira de descobrir o que existe de perigoso nessas camadas'', afirmou Abergel.
Ameaça
Os pesquisadores dizem dizem que essa região está ameaçada. Desde a década de 70, o permafrost vem perdendo sua espessura e projeções de mudanças climáticas sugerem que ele irá recuar ainda mais.

Como ele vem se tornando mais acessível, o permafrost já está sendo, inclusive, visado como fonte de recursos, devido aos ricos recursos naturais que possui.
Mas o professor Claverie adverte que expor camadas profundads poderá criar novas ameaças de vírus.
''É uma receita para o desastre'', afirmou. Segundo ele, a mineração e a perfuração farão com que as antigas camadas sejam penetradas ''e é daí que vem o perigo''.
Ele disse à BBC que antigas variantes de varíola, que foi erradicada há 30 anos, poderiam se tornar ativas novamente.
''Se for verdade que esses vírus sobrevivem da mesma maneira que vírus da ameba sobrevivem, então a varíola pode não ter sido erradicada do planeta, apenas de sua superfície'', afirmou Claverie.
Mas ainda não está claro se todos os vírus podem se tornar ativos novamente, após terem permanecido congelados por milhares ou mesmo milhões de anos.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/03/virus-gigante-de-30-mil-anos-volta-a-vida.html

segunda-feira, 3 de março de 2014

2014, Ano Internacional da Agricultura Familiar



2014 foi declarado o Ano Internacional da Agricultura Familiar. O Ano Internacional teve seu lançamento oficial no dia 22 de novembro de 2013, na sede das Nações Unidas, em Nova York. A promoção do Ano Internacional foi confiada à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em colaboração com governos, agências internacionais de desenvolvimento, organizações de agricultores, organizações não governamentais e todas as outras organizações do sistema das Nações Unidas.
O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014 visa a aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial em seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.

O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a conscientização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.

LUTO



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Ciência prevê data para fim da vida na Terra

A vida na Terra já tem data para terminar: 1,15 bilhão de anos. E o fim será infernal, segundo um estudo recém-divulgado.
Sabe-se já que o Sol paulatinamente aumenta a quantidade de radiação que emite para a Terra, ao longo de bilhões de anos. No princípio do Sistema Solar, 4,7 bilhões de anos atrás, o brilho solar era 15% menos intenso do que hoje.
A grande questão é saber quando essa escalada de radiação será forte o suficiente para levar a um efeito estufa descontrolado. É onde entra o trabalho de Jérémy Leconte, do Instituto Pierre Simon Laplace, em Paris, e seus colegas, publicado na edição de hoje da revista “Nature”.
O grupo produziu um modelo climático global em 3D que mostra quanta energia solar é necessária para fazer os oceanos evaporarem por completo. Na simulação, isso acontece em 1,15 bilhão de anos, quando toda a água, agora na forma de gás, se acumula na atmosfera. O efeito estufa produzido é tão poderoso que a temperatura global no planeta chegará a 1.600 graus Celsius.
terra-aquecida
Por incrível que pareça, essa é uma boa notícia. Todos os modelos anteriores, simulações em uma única dimensão, sugeriam que o efeito estufa descontrolado aconteceria um pouquinho antes disso.
VELHA HISTÓRIA
De toda forma, sabemos que esse pode muito bem ser o desfecho de um planeta, pois foi exatamente o que aconteceu com Vênus, nosso vizinho mais próximo, que tem praticamente o mesmo tamanho da Terra. Lá, o efeito estufa descontrolado produz temperaturas de 480 graus. E quase não há vapor d’água na atmosfera, um gás-estufa muito mais poderoso que o dióxido de carbono, predominante na atmosfera venusiana.
Os cientistas calculam que o processo esterilizante já teria acontecido se nosso planeta estivesse apenas 5% mais próximo do Sol do que está hoje. No momento, estamos escapando por pouco.
E a história ainda piora se você for uma criatura pluricelular e complexa. Porque em “míseros” 850 milhões de anos, o lugar mais ameno do mundo, o polo Sul, vai experimentar temperaturas na casa dos 50 graus. No Patropi, pode esperar um sol de rachar, com máximas de 80 graus! Para muitas espécies de bactérias não tem galho, mas para a maioria dos animais o jogo da vida já estará terminado.
É um trabalho importante por duas razões. Primeiro, porque mostra as limitações de habitabilidade para mundos similares à Terra, dentro e fora do Sistema Solar. Os pesquisadores fizeram alguns cálculos sobre Vênus, por exemplo, e descobriram que, fosse ele exatamente como nosso planeta, teria sofrido efeito estufa descontrolado desde praticamente o nascimento. Contudo, o fato de ele ter uma rotação muito lenta (leva 243 dias terrestres para passar um dia venusiano) e a possibilidade de ter começado com bem menos água com a Terra sugere que pode ter havido uma época no passado venusiano com temperatura bem mais amena — talvez afável o suficiente para o surgimento da vida.
Terra e Vênus: praticamente gêmeos separados ao nascimento
Terra e Vênus: praticamente gêmeos separados ao nascimento
O principal resultado, contudo, é nos lembrar de que nosso planeta também tem prazo de validade. Mas isso não quer dizer que a vida terrestre — ou a humanidade — tenha de terminar. Como dizia o pioneiro russo Konstantin Tsiolkovsky, “a Terra é o berço da humanidade, mas não se pode viver no berço para sempre”.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Parodia – FUGIDINHA – Michel Teló Fecundação Cruzada – Anelídeos



Sou um anelídeo
Sou repleto de anéis
Sou Oligoqueto
Uma classe muito DEZ
Sou subterrâneo
Como nutrientes
E a terra posso adubar

Eu me reproduzo
De um jeito especial
Sou hermafrodita
Isso é sensacional
Mas estou sozinho
Isso é muito triste
Preciso achar alguém que faça igual

Quando chega a hora da minha reprodução
Eu preciso um parceiro encontrar
Ele tem que me ajudar para isso acontecer
Já pensei e sei o que devo fazer

O jeito é fecundação cruzada com você
O jeito é fecundação cruzada com você
Se você quer
Saber o que vai acontecer

Um fecunda o outro e minhocas vão nascer.


domingo, 22 de setembro de 2013

Por que os médicos usam roupas verdes ou azuis nas salas de cirurgia?


Mais do que uma questão de moda ou estilo, os jalecos verdes ou azuis dos médicos ajudam a salvar vidas durante as cirurgias, impedindo que os doutores deixem de perceber as nuances da cor vermelha.

Fonte da imagem: Shutter StockShutter Stock
É tudo uma questão de extremos opostos no espectro de cores: as diversas nuances do vermelho, presentes em abundância nas cirurgias, são as cores complementares de diversos tons de azul e verde.
Ou seja, o vermelho e suas variações estão no extremo oposto do azul e do verde no espectro de cores.

Um coração vermelho ou azul-esverdeado?

Faça um teste: visualize a imagem abaixo por pelo menos 10 segundos e, em seguida, olhe para uma superfície branca.
Fonte da imagem:Pixabay
Você também viu um coração azul-esverdeado?
Seria algo mais ou menos dessa cor que um cirurgião veria se tudo à sua volta, inclusive os jalecos de outros médicos e enfermeiros, fossem totalmente brancos dentro da sala de cirurgia.

Fantasmas de cores complementares

Fonte da imagem:Wikipedia
Para impedir que os cirurgiões e os profissionais auxiliares se distraiam com essas ilusões de ótica, vendo “fantasmas” de cor verde para onde quer que olhem, é que surgiu essa ideia de substituir os jalecos brancos nas salas de cirurgias pelos da cor verde ou azul.
Assim, os tais “fantasmas verdes e azuis” se fundem à cor dos jalecos, deixando de se tornar uma distração. Quem confirma a teoria é Paola Bressan, pesquisadora de ilusões visuais da Universidade de Padova, na Itália.

De onde surgiu a ideia?

De acordo com um artigo de 1998 do Today’s Surgical Nurse, a ideia dos jalecos coloridos foi difundida no começo do século 20 por um influente médico que defendia que o verde e o azul seriam cores mais confortáveis para um médico visualizar durante as cirurgias — justamente pelos motivos que acabamos de explicar. Antes disso, os jalecos usados nas operações eram totalmente brancos.

Que falta de sensibilidade!

Fonte da imagem:Pixabay
E não é só isso: o nosso cérebro interpreta cores em sua relação uma com as outras e, olhando por muitas horas para variações entre vermelho e rosa, o sinal dessas cores no cérebro desvanece e o cirurgião pode correr o risco de ficar dessensibilizado com as nuances entre os tons de vermelho.
Então, olhar para algo verde ou azul, de tempos em tempos, ajuda o cérebro a ficar mais sensível ao vermelho, segundo John Werner, psicólogo que estuda a visão na Universidade da Califórnia.